Universos paralelos

postado em 13 de mar de 2008 17:07 por José Antonio Francisco   [ atualizado em 6 de fev de 2016 12:59 por José Antonio Francisco ]
Deixando-se de lado a impossibilidade real do fato, em tese, o que aconteceria se um corpo ultrapassasse a velocidade da luz? Se à medida que a velocidade aumenta, o tempo passa mais lentamente para o corpo acelerado, então, à velocidade da luz o tempo deixaria de passar. Por "extrapolação", acima da velocidade da luz, o tempo passaria "para trás".
Basta imaginar um objeto aproximando-se de nós a uma velocidade maior do que a da luz. Como o objeto ultrapassaria a luz por ele emitidas, a luz emitida posteriormente ficaria à frente da luz emitida num momento anterior. Dessas forma, chegariam aos nossos olhos os raios de luz emitidos por último, e teríamos a impressão de que o objeto apareceria de repente diante de nós e começaria a se afastar.
Entretanto, do ponto de vista da matemática, tal conclusão é completamente falsa, pois o resultado da equação desenvolvida por Einstein (relatividade especial) seria um número imaginário.
A equação que representa a relação entre tempo e velocidade é:
Vt^2+ (V/C)^2 = 1
Se V>C, então Vt^2<0,
O que significa que Vt seria uma grandeza matemática imaginária. Como o universo das grandezas imaginárias é perpendicular ao universo das grandezas reais (matematicamente falando), então o tempo, quando o corpo ultrapassa a velocidade da luz, transformar-se-ia em algo diverso.
Já que consideramos que o tempo é perpendicular ao espaço, então não seria absurdo, em princípio, concluir que o tempo transformar-se-ia em espaço. Logicamente, o espaço ter-se-ia transformado em tempo.
Isto não é muito útil na prática, pois sendo impossível ultrapassar-se a velocidade da luz, não haveria o que se discutir sobre o que aconteceria.
Entretanto, como propôs Isaac Asimov, pode-se especular sobre a existência de um universo em que todos os corpos estão em velocidade superior à da luz em relação ao nosso. Não haveria que se discutir a impossibilidade da transposição entre os universos, pois não seria necessária.
Admitindo-se, então, que há corpos numa velocidade superior à da luz (chamados de táquions), podemos concluir, inicialmente, que o que para nós é tempo, para eles seria espaço.
Para nós, quando estamos em repouso, gastamos a menor quantidade de energia possível. Entretanto, o tempo passa mais rapidamente.
No caso daqueles corpos, como o tempo transformou-se em espaço, o deslocamento máximo no espaço é que passaria a ser situação de menor gasto de energia.
A menor energia seria gasta quando a velocidade no espaço fosse infinita e a maior, quando a velocidade no espaço fosse igual à velocidade da luz. Portanto, tais corpos nunca poderiam ter velocidade igual ou inferior à da luz.
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